domingo, 27 de junho de 2010

O Fim e o Começo

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Estudei no Ginásio Nossa Senhora das Graças de 1953 a 1957. Na época, o ginasial durava quatro anos. Corresponderia, hoje, a 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental. Para iniciar a 1ª série ginasial o aluno tinha que ser aprovado no exame de admissão. Um exame que testava
os conhecimentos adquiridos nas quatro séries do Primário.

Para muitas famílias, Jardim da Infância-Primário-Exame de Admissão-Ginasial era formação mais do que suficiente para ganhar a vida. Ir além era coisa para "ricos". As famílias eram grandes e tinha-se de começar a trabalhar o mais cedo possível. Tanto pra dar uma ajuda em casa como começar a pensar em ter a sua própria família.

Quando em 1952 surgiu em Miracema o GNSG, abriu-se oportunidade não só para jovens que já trabalhavam como também para os mais pobres. Era a Campanha Nacional dos Educandários Gratuitos (CNEG), espetacular ideia e realização de Felipe Tiago Gomes.

O primeiro Exame de Admissão ocorreu em 1953. Sem instalações próprias, o GNSG o realizou em Itaocara. Alugou-se um ônibus, provavelmente, ao Osmar Rezende e os candidatos,
eu no meio, viajaram até lá. Dá orgulho pertencer à turma que fez o 1º Exame de Admissão do Ginásio Nossa Senhora das Graças.

O curso começou a funcionar no Ferreira da Luz. A sala era a última do lado direito do Grupo. As aulas começavam às sete horas da noite, prolongando-se até as dez. Usávamos como uniforme, uma camisa de tricoline de cor cáqui, um calça comprida de brim também cáqui e gravata azul.
As calças compridas foram as primeiras que usei. Rodava Miracema, durante o dia, de calças curtas e pés no chão. Detestava, de início, aquele negócio de calças compridas e sapatos obrigatórios.

Cursei os quatro anos lá no Ferreira da Luz. Tomei bomba no 3º ano que diziam ser o mais difícil. Seria formando em 1956 na primeira turma.Fiquei para 1957, na segunda. Nesta turma estavam o Antônio Roberto (Teteca), o César (Inha), o João Batista (Chapadão), o Rogério Granato, a Elza Helena, a Lucinha, a Neide, a Irene, o César do Grimaldi, o Milton do Valdomiro,o Adilson...

Manoel Soutinho era o professor de História no 3º ano. Sentado, lia o livro de História Geral do Joaquim da Silva. Sempre gostei de História. Tenho até hoje o tal livrinho.

Jacob, engenheiro e chefe do DER de Miracema era o professor de Matemática do 3º ano. Bravíssimo e enrolado transformava a Matemática, a qual sempre aprendera com certa facilidade, num verdadeiro desafio e numa confusão danada (jus esperniandis de quem levou pau). Quando o Télio Mercante (Ferrugem) o substituiu no 4º ano a Matemática voltou a ser entendível. Aprendi com o Télio o teorema de Pitágoras e a equação do 2º grau.

No 3º ano estudavamos Ciências Naturais. O professor era o Carlos Lontra. Semprebem vestido, irradiava a impressão de um nobre. Parecia pertencer a outra realidade bem distante do mundo daqueles jovens. O vi, anos depois, num bonde, lá no Rio de Janeiro, terno branco impecável. Não faço a menor ideia porque tal imagem permanece nítida em minha memória. Mas o pau também cantou em Ciências.

Álvaro Lontra era o professor de Geografia. Seu Álvaro era calmo, tinha voz pausada, professor boa praça.

D. Orminda professora de Desenho. Era linda, baixinha e de... panturilhas perfeitas!

D. Oraide professora de Francês. Possuía um ar refinadíssimo, uma distinção que o ensino da língua francesa reforçava. Junto com o Dr.Hermes Simões foi decisiva na consolidação do GNSG.

Lucíola Moreira era professora, no 1º ano, de Latim ou Português. Inesquecível. Me chamou ao quadro negro e me deu uma gozada por ter escrito "passaram" quando deveria escrever "passarão".

Jáder Barros, professor de Português no 2º ano. Morava próximo da nossa casa na rua doCafé. Vez ou outra pegava carona com ele. Eu não gostava de Português, muita decoreba. Santa ignorância! O Jáder era advogado, foi promotor no Acre. Não me lembro do professor de Português no 3º ano. Mas o Português foi o 3º elemento. Com três no passivo, só repetindo o ano para pagar a conta.

Em 1959 fiz o vestibular para o curso Técnico em Laticínios da Escola Cândido Tostes em Juiz de Fora. Fui aprovado em 2º lugar.

Graças ao Nossa Senhora comecei a trilhar o caminho dos "ricos".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Relativismo do real

No "O livro da sabedoria" do Dalai-Lama:
"Examinar problemas sob ângulos diferentes reduz de fato a opressão mental. A partir da perspectiva budista, todo acontecimento tem muitos aspectos e naturalmente um acontecimento pode ser visualizado a partir de inúmeros ângulos diferentes. É raríssimo ou quase impossível que um acontecimento possa ser negativo sob todos os pontos de vista. Portanto, quando acontece alguma coisa, é bom tentar examinar a situação a partir de diferentes perspectivas para poder ver os aspectos positivos ou benéficos."
"Tenho problemas, logo sou."

sábado, 22 de agosto de 2009

Seo Bené e o Folclore

Em sua luta para manter vivo o folclore miracemense, papai escrevia sobre os diferentes temas. Reproduzo abaixo umtexto de 1979.
"Exaltação do Folclore
Todo ano escrevo sobre o Folclore. 22 de agosto é o dia do Folclore.
No Brasil, por decreto nº 56.747, o Presidente Castelo Branco criou o dia do folclore com celebração anual em todo País, seguido o documento,a crescente importância dos estudos e das pesquisas do folcloreem seus aspectos antropológicos,social e artistico, inclusive como fator legítimo parao maior conhecimentoe mais ampla divulgação da cultura popular brasileira.
Obs: Para formação da palavra folclore, Thomas escolheu duas velhas raízes saxonicas:folk que significa povo e lore - saber, formando assim:sabedoria do povo.
Pra Cabeça! O que é folclore? Folclore quer dizer: conhecimento do povo, isto é, saber de todo tipo de gente que vive neste País.
Continuo com meu slogan
MIRACEMA, gosto de você!
BENÉ SIQUEIRA
Rua Santo Antônio, 122 - Tel. (0249)52-0529 - Miracema - RJ

terça-feira, 3 de março de 2009

Escola de Laticínios de Sítio

A escola de laticínios de Sítio fixou como objetivo a implantação de um currículo prático e profissional, caracterizando uma filosofia surpreendentemente atual. Tal fato pode ser verificado através de seu regulamento que reproduzimos abaixo.

Regulamento a que se refere o decreto n.9.515, de 10 de abril de 1912

Capítulo I

DAS ESCOLAS PERMANENTES DE LACTICINIOS E SEUS FINS

Art 1º As escolas permanentes de lacticínios creadas de acccôrdo com o decreto n. 8319, de 20 de outubro de 1910, teem por fim a instrucção pratica e profissional em todos os assumptos relativos á utilização do leite, em suas diversas applicações industriaes.
Art 2º O ensino será ministrado experimental e objectivamente, comprehendendo:
a) conservação e manipulação do leite, tendo em vista a fabricação da manteiga e do queijo;
b) emballagem, transporte e commercio dos referidos productos;
c) criação, alimentação, hygiene e tratamento do gado leiteiro;
d) ensaio e cultura de plantas forrageiras, nacionaes e exóticas;
e) criação e engorda de suínos, mediante a utilização dos sub-productos do leite.

CAPITULO II

DOS CURSOS

Art. 3º As escolas permanentes de lacticínios funcionarão como externatos receberão alumnos de ambos os sexos.
Art 4º O ensino abrangerá dous cursos: preparatório e regular.
...
...
...
Art. 15º As matérias do curso regular serão assim distribuídas:
1º anno:
a) noções de physica, chimica e historia natural;
b) noções de agricultura geral e de culturas forrageiras;
c) noções de anatomia e physiologia da vacca leiteira;
d) technica e economia da industria de lacticínios.

2º anno:
a) elementos de zootechnia;
b) elementos de bacteriologia;
c) technica e economia da industria de lacticínios;
d) machinas de lacticínios e installações frigoríficas;
e) contabilidade agrícola e industrial

Art. 16º Os programmas detalhados do curso serão organizados pelos diretores das escolas, com a collaboração dos auxiliares agrônomos e submettidos à aprovação do ministro.

CAPITULO III

DOS TRABALHOS PRATICOS

Art. 17º Os trabalhos práticos concernentes ao curso regular comprehenderão:
Trabalhos de campo:
Pratica de cultura de forragens e seu preparo, conhecimento das melhores forragens nacionaes e exóticas, fenação, ensilagem, pratica das machinas agrárias indispensáveis á cultura e preparo de forragens – conservação das pastagens.
Mecanica industrial:
Caldeira a vapor, motor a benzina, a álcool, a kerozene, a gaz pobre, motor electrico, reparação das machinas de lacticínios, montagem de machinas, construções de poços, bombas, moinho de vento, installações frigoríficas ( acido carbônico, gaz sulforoso, chloreto de methyla, amonea). Especialização do typo mais conveniente, construção de camaras frigoríficas e seu funcionamento, emprego do frio na grande e pequena industria de lacticínios.
Zootechnia:
Ordenha das vaccas do estábulo das escolas, hygiene do estábulo. Alimentação e cuidados hygienicos dos animaes, tratamento da pocilga.
Technica industrial:
Manipulação do leite, filtração, pesagem, resfriamento, acondicionamento e arejo do leite.
Fabricação da manteiga:
Fabrico da manteiga, emballagem para longo e pequeno percurso, estudo e pratica dos apparelhos empregados na fabricação.
Fabricação de queijos:
Queijos de massa não cozida: Edam ( reino ou flamengo), Petit Suisses, Camembert, Roquefort, Gorgonzolla, Gouda, queijos magros, etc. e melhoramento do queijo de Minas.
Queijos de massa cozida: Parmezon, Suisses ( Emmenthal e Gruyère), Chester, etc.
Utilização dos sub-productos do leite:
Utilização do leite magro na fabricação da caseína; utilização do leite magro na alimentação dos animaes, fabricação da lactose e acido láctico, outros meios de utilização do soro do queijo e do leitelho.
Conservação do leite:
Agentes physicos: pasteurização, resfriamento, esterelização, homogenização, condensação, leite em pó, emballagens, engarrafamento, meios de transporte e de distribuição a domicilio.
Trabalhos de laboratório: analyses physicas e chimicas do leite e seus productos, com o fim de determinar a composição e evitar as fraudes. Estudo practico de fermentações, com especialização da flora microbiana habitual do leite. Conhecimento e emprego dos fermentos lácteos da manteiga e seu conveniente preparo; fermentos das diversas espécies de queijos; fermentos nocivos aos lacticínios, a bacillos pathogenicos que acidentalmente se encontram no leite.

CAPITULO IV

DAS DEPENDENCIAS E INSTALLAÇÕES

Art. 18º Haverá nas escolas as seguintes dependências e installações:
a) sala para recebimento do leite, com os apparelhos e utensílios neccessarios, com sejam: balança para pesagem do leite, baldes de medir, tanques para lavagem, esterelizadores de vasilhame, etc.;
b) sala para tratamento e desnatação do leite, com filtros para leite, resfriadores e desnatadeiras de diversos typos e capacidades, pasteurizadores para leite e para nata, homogenizador, installação completa para o beneficiamento do leite para consumo, etc.;
c) salas para o fabrico da manteiga, providas de batedeiras e espremedeiras de diversos typos e capacidades, depósitos de ferro galvanizado, cubas de fermentação da nata e mais utensílios necessários;
d) salas para o fabrico dos queijos de massa cozida e não cozida, contendo: caldeiras de cobre aquecidas a vapor, brasseurs, quebradores mecânicos e manuaes de massa, prensas de pequena e alta potencia, bombas para transporte de soro do queijo, diversas espécies de fôrmas e todos os utensílios necessários e as respectivas adegas ( para salga, fermentação e conservação dos queijos);
e) sala de força motriz, com os seguintes machinismos: caldeira a vapor, diversos motores electricos ( a benzina, a álcool, a kerozene e a gaz pobre), assim como machina para o fabrico de gelo;
f) camara frigorífica para conservação do leite e seus derivados;
g) gabinete e laboratório de physica e chimica, com apparelhos simples, necessários á industria de lacticínios; gabinete de bacteriologia indispensável ao mesmo curso;
h) museu de zoologia e zootechnia, com as seguintes colleções: typos desmontaveis de animaes, imitações plásticas. Esqueletos de animaes domésticos, preparação em álcool. Etc., quadros muraes para o ensino de historia natural, specimens de mineralogia e geologia agrícolas, terras de cultura;
i) construcções próprias aos differentes animaes, estrumeira, deposito de forragens, silo, etc.;
j) campos de demonstração para culturas systematicas de plantas forrageiras;
k) deposito de machinas, instrumentos e utensílios agrários;
l) pequenas officinas para o trabalho do ferro, da madeira, funilaria e estamparia.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os Antunes de Siqueira

O tropeiro Theófilo Antunes de Siqueira nascido por volta de 1830, fazia a rota Ubá - São Fidélis. A passagem por Miracema incluía, quase sempre, uma parada na fazenda São Pedro do primo Anacleto. Numa dessas visitas conheceu Maria Salomé filha de Joaquim de Araújo Padilha e Ana Minervina de Alvim Silva, proprietários da fazen da Recreio. Casaram-se em 10/05/1860 na antiga capela de Miracema e foram morar no sítio Boa Vista adquirido por Teófilo, próxima ao atual distrito de Venda das Flores.
Neste sítio o Bené e primos se divertiam furtando goiabada, guardada em prateleiras, no moinho de fubá lá por volta de 1916-17 e contava que o Theófilo, completamente cego, ainda se movimentava bem e confundindo-os com cachorros dava muita porrada com a bengala. Teófilo faleceu em 1922, seu túmulo está à direita numa das primeiras filas do cemitério de Miracema. Dos filhos, Bené dizia que eram 18, tenho notícias de:
Theonila Siqueira Tostes, casada com Francisco Dias Tostes, este em segundas núpcias. Deste casamento nasceu Sebastiana Tostes de Macedo. Sebastiana foi casada com Ururahy Macedo.
Genuíno Antunes de Siqueira Sobrinho, Vô Genuíno, nascido em 1865, casado com vó Marianna em 1898. Falecido em 1947 Deste casamento nasceram os filhos João, José, Benedito, Maria da Glória (tia Filinha, mãe do Lúcio, “o” garçom do bar Pracinha), Ana, Jandira, Edina, Luzia e Tereza
Frontino Antunes de Siqueira casado com Anna Tostes Padilha. Fazendeiro no alto da serra de Flores, foi dono da venda do Panorama. Integrante do partido Agrário fundado pelo coronel José da Silva Bastos. Dos filhos conheci ou ouvi histórias do Antônio, Orlando, José, Pedro, Gésus. As festas do Panorama eram famosas. Conta-se que alguns dias após uma delas um “cheirinho” começou a invadir a casa, para surpresa geral encontraram, jogada atrás de um baú, uma leitoa inteira!!! Bons tempos...de amarrar cachorro com lingüiça e encontrar atrás de baú leitoa assada!

Theófilo Antunes de Siqueira Jr. Padilhista inflamado, de espingarda em punho ameaçava: “ ainda arranco o tampo da cabeça de um....aí ”. Foi eleito Juiz de Paz ( ? ) do 2o distrito na tumultuada eleição de 1915. As confusões ocorridas estão narradas no “Sertão dos Puris”.
Joaquim Antunes de Siqueira, solteiro, trabalhava e morava com o irmão Frontino. Era costume circular, em dias de malhação de Judas, quadrinhas gozando os moradores. Joaquim foi homenageado com a seguinte:
Meu amigo Frontino olhe
a urucubaca dos Nunes
se quiser progredir mande
embora o Quinca Antunes...

Izolina Padilha de Siqueira, da tia Izolina me lembro perfeitame nte. Aparentando uns 70 anos, por volta de 1955, morava pouco depois da Guararema, quando vinha a Miracema ficava hospedada na casa do Dr. Ururahi. Nós tínhamos uma venda na esquina e ela sempre passava por lá. Com lábios pintados, vestidos coloridos ela dançava, cantava, falava de namorados e nos divertia. Nós, as crianças, a achávamos meio doidinha... A sua imagem permanece em minha retina.
Cota, só vi uma vez a tia Cota. Dos Siqueira que tenho notícias ela é quem viveu mais tempo, cerca de 102 ou 103 anos.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Os filhos de D. Ermelinda ( 3 )

Das filhas de D. Ermelinda, Luciana e Luzia foram as que vieram para Miracema. Luciana nasceu em 1818, possivelmente, em Senhora dos Remédios e faleceu em Miracema em 1878. Foi casada com Marcelino Dias Tostes (1809 – 1864) deste casamento nasceram os filhos: Antônio, José, João, Francisco, Marcelino, Isabel, Luciana, Ana, Rita. Moravam na fazenda Água Limpa, comprada ao Cap. Bento Pereira Rodrigues, conforme declaração de Marcelino perante o pároco de Pádua em 1855.
Luzia, também nascida em Senhora dos Remédios, foi casada com Antônio de Araújo Barbosa. Do casamento nasceu o filho único Firmo de Araújo em 1847 na fazenda da Mutuca. Por troca com o Barão de Itaverava adquiriram a fazenda Fortaleza situada no Ribeirão de Santo Antônio dos Brotos, conforme declaração de Antônio em 1855.
Do blog história de cisneiros, palma e itapiruçu, extraímos o seguinte:
Em 24 de fevereiro de 1864, Firmo de Araújo esteve no cartório do Capivara, representando seu pai Antonio Araújo Barboza e vendeu a Lourenço Mendes da Silva uma parte de terras que lhes coube por herança da morte de sua finada mãe e sogra Donha Hermelinda Rodrigues da Conceição, próxima à povoação de Santo Antonio dos Brotos, por 500 mil réis à vista. Tanto comprador como vendedor declararam serem moradores de Pádua. E sendo o documento firmado no Capivara, confirma que toda a área onde hoje fica Miracema pertencia a Palma.”
Do relato podemos inferir que Luzia Rodrigues Pereira falecera antes de fevereiro de 1864.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fluxo metafísico das coisas

Arpejos
Arpejos de jovens no crepúsculo.
É abril, suave como drops.
Sob o céu das bocas; mel
e sangue do poeta andaluz.
Persistência
A luz insiste; são fulgores do
poeta que contempla.
Sua insuficiência em talhar
imagens.
Ousadias metafísicas e perfis
enviesados.
Caricaturas e sonhos.
Negação e revolta.
Agora, iluminação.
Aloísio Martins Nogueira é de Guidoval - MG. Estudou na Cândido Tostes e na UFJF onde cursou Letras e Filosofia. Trabalha no fórum Benjamim Colucci em Juiz de Fora.